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Como traçar um plano de priorização de tráfego e garantir performance de conexão para o que realmente importa

Você já parou para pensar na forma com que sua empresa distribui a velocidade de conexão da internet? Ela está favorecendo o negócio? É sobre isso que vamos tratar neste post: a importância de determinar o que deve ser priorizado ou não no tráfego virtual.

Como profissional de TI, você sabe do desafio que é administrar a infraestutura e atender aos anseios dos usuários na empresa. Quando se fala em internet, velocidade e sustentação da conexão costumam estar entre as maiores demanda. Entretanto, nem sempre aumentar a velocidade é a chave para resolver tudo, pois o problema pode estar no balanceamento da utilização da rede, o que tem muito a ver com os hábitos dos usuários e as prioridades do negócio.

A seguir, veja dois passos importantes para lidar com esta questão:

1 – Identifique as naturezas de consumo de banda

Enquanto aplicações essenciais como sistemas de CRM, faturamento e outros que lidam diretamente com os clientes necessitam de mais banda, outras não tão essenciais talvez necessitem de limitação no consumo de banda. Há casos em que o bloqueio total é a melhor solução. Por exemplo, ao detectar que um grande grupo de colaboradores estão utilizando a banda para ouvir música ou acessar a vídeos e jogos, você pode comparar com o consumo de conexão gerado por acessos produtivos.

Como fazer isso?

Há excelentes soluções no mercado que te ajudam a verificar cada byte e cada pacote do tráfego da sua rede, gerando um controle inteligente de aplicações. Em outras palavras: independentemente da porta ou do protocolo, você consegue detectar o consumo de cada ferramenta e de cada usuário.

A partir disso, é possível criar políticas de gerenciamento de largura de banda baseadas em categorias (redes sociais, jogos etc), de usuários individuais ou de grupos.

2- Trace um plano de priorização

Depois de visualizar o tráfego de aplicativos, identificando largura de banda de entrada e saída, sites visitados e outras atividades dos usuários, é preciso decidir o que é prioridade e o que não é, para então balancear as permissões de tráfego.

Como sabemos, muitas vezes, não cabe somente à equipe de TI decidir o que é prioridade no tráfego virtual corporativo. Por isso, depois de coletar dados sobre o consumo de banda, apresente-os à diretoria e, juntamente com eles, decida como será distribuída a capacidade de conexão. Assim, além de tornar a gestão de tráfego mais estratégica em relação à produtividade e segurança, você estará atuando exatamente com os anseios dos gestores.

O que priorizar?

A resposta a esta pergunta depende muito do negócio de cada empresa, porém, em linhas gerais, existem alguns fatores comuns que podem ser considerados. Veja estes exemplos:

  • Sistemas corporativos alocados na nuvem, que não podem ter sua performance reduzida;
  • Soluções de relacionamento com os clientes, como CRM, por exemplo;
  • Acesso à diretórios do governo (área de Controladoria, que precisa ter acesso aos documentos eletrônicos como Sped Fiscal, por exemplo);
  • Sistemas de vendas online integrados à loja virtual;
  • Serviços de comunicação como VoIP e Skype para a área comercial;

Conclusão

Ao traçar e executar um plano de priorização de tráfego, a empresa não está somente fazendo um controle sobre o que os usuários podem ou não acessar. A prática é uma decisão estratégica para garantir um bom desempenho, qualidade dos serviços e até o retorno sobre o investimento.

Ao retardar o fluxo de um pacote considerado menos importante para o negócio, a capacidade e a performance da conexão são melhoradas para atividades que realmente trazem resultados.

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