Scanner Automatizado Não é Pentest — É Apenas o Começo
Você contrata pentest e recebe relatório genérico com centenas de “vulnerabilidades” de baixa criticidade? Ferramentas automatizadas são úteis para varredura inicial, mas vulnerabilidades que realmente comprometem negócios exigem análise humana especializada. Pentest artesanal, executado por hackers éticos certificados, simula atacantes reais explorando cadeias de vulnerabilidades, engenharia social e lógica de negócio — vetores que nenhum scanner detecta.
O Que Define Pentest Profissional vs Scan Automatizado
Scan de vulnerabilidades:
- Identifica problemas conhecidos (CVEs)
- Gerado por ferramentas automatizadas (Nessus, OpenVAS)
- Relatório extenso com muitos falsos positivos
- Não valida exploração real
Pentest profissional:
- Explora vulnerabilidades em contexto real do negócio
- Executado por especialistas certificados (OSCP, OSEP, OSWE)
- Relatório executivo com evidências de exploração e impacto
- Simula comportamento de atacantes reais, incluindo persistência e movimentação lateral
A Infomach realiza pentests artesanais com equipe de hackers éticos especializados em CTF challenges e certificações de alto nível, usando scripts proprietários apenas para tarefas repetitivas — nunca automações cegas.
Cada teste é único, adaptado ao ambiente e objetivos do cliente.
Fase 1: Planejamento e Escopo — Definindo Regras de Engajamento
Pentest efetivo começa com alinhamento claro entre cliente e equipe de segurança:
Definição de escopo:
- Sistemas alvo: aplicações web, APIs, infraestrutura de rede, aplicações mobile
- Limites: IPs/domínios autorizados, sistemas fora de escopo (ex: produção crítica sem ambiente de teste)
- Tipo de teste: black box (sem conhecimento prévio), grey box (acesso parcial) ou white box (código-fonte disponível)
- Janela de execução: datas/horários permitidos, considerando impacto em operações
Regras de engajamento:
- Autorização legal: carta formal autorizando teste e isentando equipe de pentest
- Comunicação: canais de escalação em caso de descoberta crítica ou impacto não previsto
- Testes destrutivos: ações permitidas (DoS, exploração de vulnerabilidades que podem causar downtime)
Objetivos de negócio:
- Validar conformidade com regulamentações (PCI-DSS, LGPD, ISO 27001)
- Testar eficácia de controles de segurança recém-implementados
- Avaliar risco antes de lançamento de produto
- Simular ataque direcionado (APT, ransomware)
Fase 2: Reconhecimento (RECON) — Mapeando Superfície de Ataque
Antes de atacar, é preciso conhecer o alvo. Fase de reconhecimento usa técnicas OSINT (tema detalhado em post anterior desta série) para coletar informações públicas:
Reconhecimento passivo:
- Subdomínios e IPs através de DNS (dnsenum, subfinder)
- Tecnologias utilizadas (BuiltWith, Wappalyzer) — identificar CMS, frameworks, servidores
- Credenciais vazadas (Have I Been Pwned, Dehashed)
- Estrutura organizacional e colaboradores (LinkedIn)
- Repositórios de código (GitHub, GitLab) — busca por credenciais hardcoded ou documentação interna
Reconhecimento ativo:
- Port scanning (Nmap) — identificar serviços rodando e versões
- Banner grabbing — coletar informações sobre software (Apache 2.4.41, OpenSSH 7.9)
- Enumeração de diretórios web (Gobuster, Dirbuster) — encontrar painéis admin, arquivos de backup
- Identificação de WAF (Web Application Firewall) e sistemas de detecção
Essa fase pode durar dias em pentests complexos. Quanto melhor o reconhecimento, mais direcionado e efetivo o ataque.
Fase 3: Análise de Vulnerabilidades — De Achados a Exploráveis
Com mapa de superfície de ataque pronto, inicia-se busca por vulnerabilidades:
Scanners automatizados (primeira camada):
- Varredura de rede (Nessus, OpenVAS) — vulnerabilidades em SO, serviços e configurações
- Análise de aplicações web (Burp Suite Pro, OWASP ZAP) — SQL injection, XSS, CSRF
- Verificação de SSL/TLS (testssl.sh) — certificados fracos ou expirados
Análise manual (diferencial crítico):
- Lógica de negócio vulnerável (ex: manipulação de preços em checkout, bypass de workflows de aprovação)
- Falhas de controle de acesso (IDOR — Insecure Direct Object Reference)
- Escalação de privilégios horizontal/vertical
- Vulnerabilidades em componentes customizados (código proprietário não coberto por scanners)
Ferramentas identificam vulnerabilidades potenciais. Especialistas humanos validam exploração real — essa diferença é crucial para evitar falsos positivos que desperdiçam tempo de equipes de desenvolvimento.
Fase 4: Exploração — Validando Impacto Real
Vulnerabilidade teórica tem valor limitado. Exploração demonstra impacto concreto:
Exploração de aplicações web:
- SQL injection → extração de banco de dados completo com credenciais de administradores
- XSS stored → roubo de sessões de usuários administrativos
- File upload → execução remota de código (webshell) e acesso ao servidor
Exploração de infraestrutura:
- Serviço SSH com senha fraca → acesso inicial ao servidor Linux
- Windows SMB com EternalBlue (MS17-010) → comprometimento de toda rede corporativa
- Serviço exposto sem autenticação (Redis, Elasticsearch) → exfiltração de dados sensíveis
Pós-exploração (simulando atacante real):
- Escalação de privilégios → de usuário comum a root/administrator
- Movimentação lateral → pivoting para outros sistemas na rede interna
- Persistência → instalação de backdoors para manter acesso
- Exfiltração de dados → demonstrar roubo de informações críticas
A Infomach documenta cada etapa com evidências (screenshots, logs, dados exfiltrados), construindo narrativa completa do ataque para relatório executivo.
Fase 5: Pós-Exploração — Medindo Profundidade do Comprometimento
Objetivo não é apenas invadir, mas demonstrar até onde atacante real poderia chegar:
Cenários de pós-exploração:
Exfiltração de propriedade intelectual: após comprometer servidor de desenvolvimento, acessar repositório Git e exfiltrar código-fonte de produtos estratégicos.
Comprometimento de infraestrutura: usar servidor web vulnerável como ponto de entrada, pivotar para rede interna e acessar Active Directory, comprometendo toda infraestrutura corporativa.
Persistência avançada: instalar rootkit ou trojanizar binário legítimo para manter acesso mesmo após patches e reinicializações.
Essa fase responde pergunta crítica: “Se atacante invade sistema X, quais dados críticos estão em risco?”
Fase 6: Relatório e Remediação — Transformando Achados em Ações
Pentest sem relatório acionável é exercício acadêmico. Relatório profissional serve múltiplas audiências:
Relatório executivo (C-level, board):
- Resumo de risco em linguagem de negócio (não técnica)
- Impacto financeiro potencial (perda de receita, multas regulatórias, dano reputacional)
- Priorização de investimentos em segurança
- Comparação com benchmarks do setor
Relatório técnico (times de TI/segurança):
- Descrição detalhada de cada vulnerabilidade encontrada
- Passos de reprodução com evidências (screenshots, logs, comandos executados)
- Classificação de criticidade (CVSS score + contexto do negócio)
- Recomendações específicas de remediação (patch, configuração, redesign de arquitetura)
Roadmap de correções:
- Priorização baseada em risco (criticidade + probabilidade de exploração)
- Sugestões de quick wins (correções rápidas de alto impacto)
- Melhorias estruturais de médio/longo prazo (arquitetura, processos)
A Infomach vai além do relatório: oferece suporte durante fase de remediação e realiza reteste gratuito para validar que correções eliminaram vulnerabilidades.
Tipos de Pentest: Escolhendo Abordagem Adequada
Black Box:
- Simulação de atacante externo sem conhecimento prévio
- Identifica exposições visíveis publicamente
- Mais realista, mas pode perder vulnerabilidades profundas por falta de tempo
Grey Box:
- Acesso parcial (credenciais de usuário comum, documentação básica)
- Equilíbrio entre realismo e cobertura
- Mais eficiente para tempo/orçamento limitados
White Box:
- Acesso completo (código-fonte, arquitetura, credenciais)
- Máxima cobertura, identifica vulnerabilidades complexas
- Ideal para validação antes de lançamento de produtos críticos
A Infomach recomenda Grey Box para maioria dos cenários, complementado por White Box para aplicações críticas desenvolvidas internamente.
Pentest de Aplicações Web: OWASP Top 10 e Além
Aplicações web são vetor de ataque primário. Pentest efetivo valida:
OWASP Top 10 2021:
- Broken Access Control (IDOR, escalação de privilégios)
- Cryptographic Failures (dados sensíveis sem criptografia)
- Injection (SQL, NoSQL, OS command, LDAP)
- Insecure Design (falhas de arquitetura, não bugs pontuais)
- Security Misconfiguration (defaults inseguros, debug habilitado em produção)
- Vulnerable and Outdated Components (bibliotecas desatualizadas)
- Identification and Authentication Failures (session management fraco, brute force)
- Software and Data Integrity Failures (deserialização insegura, supply chain)
- Security Logging and Monitoring Failures (falta de auditoria)
- Server-Side Request Forgery (SSRF)
Além de OWASP, pentester experiente testa lógica de negócio específica: fluxos de pagamento, workflows de aprovação, gestão de permissões customizadas.
Pentest de APIs: Desafios de Arquiteturas Modernas
APIs REST/GraphQL exigem abordagem específica:
- Autenticação/Autorização: tokens JWT mal implementados, API keys expostas, falta de validação de escopo
- Rate limiting: ausência permite brute force e DoS
- Injeções: SQL injection, NoSQL injection, XML injection
- Mass assignment: modificação de parâmetros não autorizados (ex: usuário comum alterando campo “is_admin”)
- Excessive data exposure: endpoints retornando mais informações do que necessário
A Infomach testa APIs usando metodologia OWASP API Security Top 10, incluindo fuzzing automatizado e análise manual de lógica de negócio.
Pentest de Infraestrutura: Segurança de Rede e Servidores
Além de aplicações, infraestrutura requer validação:
- Segmentação de rede: VLAN segregation, firewall rules, micro-segmentation
- Hardening de servidores: serviços desnecessários, patches aplicados, configurações seguras
- Active Directory: enumeração de usuários, Kerberoasting, pass-the-hash
- VPN e acesso remoto: autenticação forte, criptografia adequada
- Cloud infrastructure (AWS, Azure): IAM misconfiguration, S3 buckets públicos, security groups excessivamente permissivos
Engenharia Social e Phishing: Testando o Elo Mais Fraco
Tecnologia é apenas parte da segurança. Humanos são frequentemente o elo mais fraco:
Simulação de phishing:
- Campanhas de e-mail customizadas imitando comunicações legítimas
- Medição de taxa de cliques e submissão de credenciais
- Treinamento imediato para usuários que caíram na simulação
Testes de engenharia social:
- Ligações telefônicas simulando help desk (vishing)
- Tentativas de acesso físico a instalações (tailgating, clonagem de crachás)
- Envio de dispositivos USB maliciosos para testar consciência de segurança
A Infomach oferece programas de conscientização integrados com pentests, preparando colaboradores para evitar 90% das violações de segurança causadas por engenharia social.
Frequência Ideal de Pentests: Quando Testar Novamente
Segurança é processo contínuo, não evento anual:
Triggers para pentest:
- Mudanças significativas: novo sistema, migração para cloud, refatoração de aplicação crítica
- Após incidentes de segurança: validar que correções eliminaram vetores de ataque
- Requisitos regulatórios: PCI-DSS exige pentest anual e após mudanças significativas
- Antes de lançamentos: produtos novos ou features críticas (ex: implementação de pagamentos)
Frequência recomendada:
- Empresas de alto risco (financeiro, saúde): trimestral
- E-commerce, SaaS: semestral
- Demais setores: anual + testes pontuais após mudanças
Hardening Pós-Pentest: Maximizando Valor do Investimento
Relatório de pentest é ponto de partida, não fim:
Priorização de correções:
- Críticas: exploração remota, acesso não autorizado a dados sensíveis (corrigir em 7 dias)
- Altas: escalação de privilégios, bypass de autenticação (corrigir em 30 dias)
- Médias: information disclosure, configurações inseguras (corrigir em 90 dias)
- Baixas: hardening geral, best practices (roadmap de melhoria contínua)
Validação de correções:
- Implementar patches e testar em ambiente de staging
- Realizar reteste para confirmar eliminação de vulnerabilidades
- Atualizar documentação de segurança e runbooks
Melhoria contínua:
- Incorporar achados de pentest em SDLC (Secure Development Lifecycle)
- Treinar desenvolvedores em secure coding baseado em vulnerabilidades reais encontradas
- Implementar SAST/DAST em pipeline CI/CD para detecção precoce
Pentest + Red Team + Bug Bounty: Estratégias Complementares
Diferentes abordagens servem objetivos distintos:
Pentest: avaliação estruturada com escopo definido, entrega em prazo fixo.
Red Team: simulação de ataques direcionados de longa duração (semanas/meses), testando detecção e resposta (SOC, NOC, processos).
Bug Bounty: programa contínuo onde pesquisadores independentes reportam vulnerabilidades por recompensas.
Organizações maduras combinam as três: pentest anual profundo, Red Team para validar detecção, Bug Bounty para cobertura contínua em produção.
Transforme Vulnerabilidades em Postura de Segurança Robusta
Pentest profissional não é checkbox de compliance, é investimento em conhecimento profundo de riscos reais do seu negócio. Cada vulnerabilidade identificada e corrigida é ataque evitado.
Principais ganhos de pentest artesanal:
- Identificação de vetores de ataque que scanners automatizados não detectam
- Evidências concretas para justificar investimentos em segurança
- Validação de efetividade de controles existentes
- Roadmap priorizado para melhorias com maior impacto
Você confia que sua segurança resistiria a um atacante determinado? A Infomach oferece pentests artesanais executados por hackers éticos com certificações avançadas (OSCP, OSEP, OSWE), entregando relatórios executivos com vulnerabilidades reais, evidências de exploração e recomendações acionáveis. Não geramos listas genéricas de scanners — simulamos atacantes reais explorando seu ambiente.
Solicite Proposta de Pentest Personalizado → https://lp.infomach.com.br/contat

